quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Descaso I


Levantou-se cedo, como o faz costumeiramente, vestiu-se de forma vagarosa, pondo seu sobretudo preto pois o inverno estava se acercando a passos céleres, era um homem de cerca de 40 anos, embora alguns cabelos grisalhos já estivessem contrastando com os demais fios claros, seu nome é Victor. Era o que podemos chamar de cético racional, não cria nem em bem, nem e mal, pois alegava que as pessoas não nasciam más, e se perversas acabassem virando era mediante as ações de outrem, como o papel se torna cinzas em contato com o fogo, como está impresso na obra Os miseráveis: "Não há ervas más, nem homens maus, mas sim maus cultivadores". Não era como certos conservadores que se apegavam a certezas absolutas, pois ia para o lado mais provável de ser verdadeiro, porém sem desconsiderar a possibilidade de cometer enganos. Não cria nem em destino nem em acaso, achava um disparate atribuir suas conquistas e fracassos a algo superior a ele, não gostava da perspectiva de ter toda sua trajetória escrita em algum grande livro intitulado Destino e ser mero personagem posto em uma trilha da qual não podia sair, somente seguir em frente até o final. Quanto ao acaso, sua visão não era menos animosa, porque julgava infundado que o mérito de suas ascensões e quedas fosse atribuído à sorte, a estar no lugar certo ou no local errado, Assombrava-lhe a idéia de ter seu emprego de jornalista somente por ter decidido sair de casa em um dia chuvoso há 17 anos, de ter perdido seu trem e ter por fim encontrado e auxiliado um velho senhor que mais tarde descobriria ser o editor de um grande jornal. Difícil descobrir qual das duas perspectivas há pouco ditas o atemorizava mais, talvez logo saibamos. Chegou ao local onde combinara de se encontrar com dois grandes amigos que não via muito amiúde; todavia, bastante estimados por ele.

17 comentários:

Zinha Santos disse...

Naum entendi muito bem, mas ta valendo!!
Abraços!!
[/me mei burrinha as vezes]

Guigo xD disse...

Muito bom texto

Realmente,as pessoas não nascem más,elas ficam más por causa das ações dos outros

http://ownedando.blogspot.com/

O disse...

legal gostei

Lucas Magno disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lucas Magno disse...

O texto está maravilhoso.

Confuso para alguns e incrível para outros.

Abraços



www.cafeinaeestilo.blogspot.com

Charles Cole disse...

olha, se eu posso ser sincero: achei que vc exagerou um pouco na linguagem, gosto mais dos textos em que a história fala por si só, mas isso sou eu, um cara que valoriza mais a criatividade do que uma escrita rebuscada

certo?
abraços
http://filme-pipoca.blogspot.com/

Marcelle Lins disse...

Oii,

Amei teu conto..
Ele é muito prolixo. Mas acho que a linguagem rebuscada [e, me atrevo a chamá-la parnasiana]interfere bastante no entendimento desse texto.

Vitor estava perdido, e seu ceticismo era como um carma.
Por que ele deveria crer no Destino, se o dele proprio nem sequer conseguia compreender ??

Textos mais simples numa proxima postagem te daria comentarios mais interessantes do que esses!!

'Sucesso Pra Ti..

Beijoss

[mais que uma história]

Marcelo A. disse...

Gostei do seu estilo...
Vou voltar mais vezes!

luiz scalercio disse...

bellissimo texto prbns
valeu.

ganésinho disse...

muito bom, prende o leitor até o fim mesmo com linguagem erudita desenvolvida; posso dizer que me vejo um pouco de mim nesse personagem.

abraços, acompanharei;

Fabricio Hans® disse...

introdução boa...
me perdi no trajeto.acho que tem alguns erros de portugyês no caminho...
concordo que as pessoas não nascem más, mas as pessoas e outros fatores influenciam no desenvolver.
quando vem a parte II ?
abraço.

visite: www.fabriciohans.blogspot.com/

Liipee disse...

Hm..
texto bem parecidos com outros..
ou enredo de filme..
mas legal você ter criado com detalhes sua obra..
legal, achei interessante o senhor que o ajudou.
afinal, se encontrar alguém que te ajde hoje em dia..
é difícil.
:)

abraço!

Emanuel disse...

Legal o texto(até onde eu li uhasushasu)

vo termina de ler daqui a pouco.

Blog do Camelo disse...

Concordo com um parceiro ai que disse que " as pessoas não nascem más, elas ficam más por causa das ações dos outros" ... por isso é importante adquirirmos INFORMAÇÃO ... muita INFORMAÇÃO ..

Abração

Dan Souza disse...

Destino ou acaso?
É realmente complicado aceitar completamente qualquer um dos dois, pq d qualquer jeito a gente não tem controle sobre a vida. Não é pq a gent quer, ou estava no destino ou estavamos no lugar certo, nahora certa (ou não) por mero acaso.

Adorei o texto!

Bjoo

Vinícius de R. Rodovalho disse...

Sobre isso de ser mau ou bom, digo que é o que me faz gostar de Machado de Assis. Ele retrata, como poucos, a realidade, despida deste maniqueísmo ocidental, desta oposição infundada de ideias... As pessoas não são, portanto, nem boas nem más. São pessoas egoístas, determinadas, às vezes se enganam, outras acertam. São indivíduos mais complexos do que supõe essa vã filosofia.

Quanto ao Destino, não acredito. Afinal, qual seria o destino de toda a Humanidade se a mãe de Hitler tivesse abortado? Enfim: uma simples ação pode mudar tudo, e eu creio que não haja como prever cada ação humana em um livro... São tantas variáveis que a equação torna-se impossível de resolver.

Quanto ao Acaso, acredito. Se não eu não gostaria de Física Quântica nem de Genética. "Deus não joga dados", teria dito Einstein. Mas eu tenho minha própria convicção de que, se não Deus, a Natureza cumpra esse papel por si só.

Andréa disse...

legla, hein?!
vou voltar mais vezes!